Há tanto sonhamos com o aumento da expectativa de vida e acabamos por celebrar, com razão, a longevidade conquistada nos dias atuais. Daí, passamos a discutir como lidar com ela, com suas consequências, seus custos, suas necessidades… Passamos a vida lutando pela sobrevivência, por mais um dia e por superar nossas doenças.

Chega a ser racional que quanto mais vivamos, mais tenhamos que enfrentar adversidades. Parece lógico que ao envelhecermos estaremos, obrigatoriamente, enfrentando situações que requerem cuidados especiais. Verdade. Mas pode ser melhor!

Todavia, se é da nossa vontade viver mais e melhor, enfrentando cada vez menos problemas ao atingir a chamada terceira idade, será que estamos mesmo fazendo a nossa lição de casa? Será que estamos recebendo informações suficientes durante a fase da vida que mais deveríamos nos ater à saúde?

Quantos são os indivíduos que aos 30 ou 40 anos de idade admitem que seus hábitos estão inadequados, determinando boa parte da sua qualidade ou mesmo quantidade de vida nas próximas décadas? Durante muitos anos, fomos bombardeados por propagandas que promoviam doenças disfarçadas em status, poder e prazer. Mas, será que por isso somos vítimas da maldade alheia ou somos culpados por não combatê-la e criticá-la?