As redes sociais têm funções úteis para o dia a dia, mas que ao mesmo tempo podem invadir a privacidade do usuário. Ser “invisível” na Internet está cada vez mais difícil, já que plataformas como Facebook, Twitter e Instagram permitem que qualquer pessoa tenha acesso a informações do perfil como, por exemplo, seguidores e curtidas. Ferramentas como compartilhamento de localização e reconhecimento facial em fotos também podem expor ainda mais o usuário online. A lista a seguir reúne algumas das funcionalidades de redes sociais que, de certa forma, acabam com a privacidade dos usuários.

  • Visto pela última vez
    Uma das funcionalidades mais conhecidas do WhatsApp é o “visto por último”, que informa o horário da última vez em que o contato acessou o app. A função é vista com muita dualidade, pois faz com que usuários percam seu direito à privacidade, e com que outros tenham acesso a seu histórico de uso do aplicativo. Para quem quer se preservar, é possível tirar o visto por último do WhatsApp.

O Instagram tem funcionalidade semelhante na seção Direct. O “última vez online” exibe quantas horas faz desde o último acesso do usuário no aplicativo. Em ambas as redes sociais, é possível desativar tal recurso — no entanto, em troca, a pessoa não pode ver qual foi a última vez em que outros usuários entraram no app.

  • Visualização das mensagens em grupos do WhatsApp
    A confirmação de leitura do WhatsApp informa remetentes quando suas mensagens foram visualizadas pelo destinatário. É possível desativar o duplo “check azul” nas configurações do aplicativo, mas ele se aplica somente às conversas privadas. Os grupos do WhatsApp informam se uma mensagem foi lida independentemente da configuração do usuário em questão, sem a possibilidade de eliminar tal função completamente. Outra opção é usar truques para burlar a confirmação de leitura no WhatsApp.
  • Likes no Instagram não podem ser ocultados
    Seguidores têm acesso a todas as atividades de uma conta no Instagram, como saber quem ela segue e quais fotos curtiu. A rede possui uma aba exclusiva somente para tal funcionalidade, em que é possível visualizar a atividade de todos os usuários seguidos. Ou seja, a ferramenta torna público tudo o que é feito dentro do aplicativo, de forma que nenhuma ação pode ser realizada de forma privada no Instagram.

Mesmo com a completa exposição das contas, a rede social de fotos não oferece soluções para alterar a configuração, então as contas acabam por perder sua privacidade e ter seus conteúdos expostos para qualquer conta que as seguir.

  • Compartilhamento de localização
    O recurso de compartilhamento de localização foi incrementado primeiramente no Snapchat, em que usuários podiam identificar contas nos arredores. Os usuários apareciam em um mapa global gigante (o chamado “Snap Map”) onde a localização do avatar era atualizada cada vez que a pessoa se movimentava.

O WhatsApp adotou a função em 2017, e usuários passaram a poder compartilhar a localização em tempo real para grupos ou determinados contatos por um período de tempo definido. A funcionalidade pode ser uma maneira de controlar a rotina de algumas pessoas, como no caso de pais que desejam saber onde estão seus filhos, mas também pode ser o fim das desculpas no estilo “já estou chegando” ou “estou preso no trânsito”.

  • Ser marcado em fotos por outras pessoas
    A maioria das redes sociais que permitem a publicação de fotos permitem marcar quais pessoas estão presentes na imagem. Tanto no Instagram quanto no Facebook é possível clicar sobre o rosto de alguém para marcar seu nome e sua conta, possibilitando que todos tenham acesso às pessoas presentes na foto.

No Instagram, ao ser marcado em uma foto, a imagem aparece em uma das abas do perfil. Já dentro do Facebook, as publicações em que a conta é marcada aparecem imediatamente na linha do tempo do perfil, fazendo com que os usuários não tenham um controle completo sobre o que aparece em sua conta. Entretanto, é possível desvincular seu nome da imagem depois de publicada e também analisar as marcações do Facebook antes que elas apareçam em sua linha do tempo.

  • Reconhecimento facial do Facebook em fotos
    O Facebook possui um recurso de reconhecimento facial para automatizar a marcação em fotos da rede social. A rede social não avisa ao usuário que ele foi marcado em uma foto, de forma que o usuário só pode desvincular seu perfil após a imagem já ter sido publicada. Além disso, nem todos os usuários do aplicativo têm conhecimento sobre a possibilidade de desmarcação e de desativação do recurso. A funcionalidade ainda pode, dada sua automação, cometer equívocos e marcar contas erradas que se parecem entre si.
  • Curtidas do Twitter são exibidas na timeline

Antigamente, a única forma de acessar os tuítes favoritados por um usuário do Twitter era a partir de uma aba no perfil em questão. Com as mudanças do microblog, os tuítes favoritados podem ser acessados no feed em uma seção à parte das postagens principais da conta. Assim, eles passaram a ser visíveis para todos os seguidores pela timeline, em meio aos tuítes e retuítes.

  • Saber quais contas as pessoas seguem
    O Instagram exibe seguidores e contas seguidas por todos os perfis configurados como públicos. O Twitter possui configuração semelhante, permitindo identificar qual a rede de seguidores presentes em contas abertas. A função, apesar de permitir uma maior facilidade em achar perfis terceiros, também é uma forma de invadir a privacidade alheia.

A única forma possível de impedir tal funcionalidade é tornando seu perfil privado. A configuração oculta informações, como posts e rede de amigos. No entanto, no momento em que permitir que outra conta o siga, suas informações estarão automaticamente disponíveis mais uma vez para os seguidores.