Muito se falou sobre Anitta no Carnaval de 2019. Mas pouco se falou sobre o que talvez tenha sido sua melhor iniciativa durante toda a folia: a inclusão de deficientes auditivos em seus blocos no Rio de Janeiro e em São Paulo. Anitta levou 20 pessoas surdas para cima de seu trio em cada uma das cidades, para que eles pudessem ter uma experiência diferente.

Cada surdo carregava consigo uma mochila especial, que vibrava de acordo com as batidas das músicas. Assim, eles podiam sentir o ritmo e se integrar à festa. Também havia intérpretes de libras nos blocos para ajudá-los com as letras das canções de pop, funk e axé. Anitta quer levar essas mochilas para sua turnê na estrada também. “É uma ideia que particularmente eu amei. Estamos estudando a continuidade e viabilizar para o maior número de pessoas”, a artista disse ao jornal Folha de S. Paulo, “cada batida vibra de uma maneira… O violão, a voz. É realmente como se sentisse a música tocar. Ela traz todas as sensações da música”.

A inclusão é uma bandeira importante para Anitta. Em 2016, ela subiu no palco do “Criança Esperança” com um elenco de bailarinas plus size. Em 2017, se apresentou no Prêmio Multishow e em shows próprios com um ballet da diversidade, que trazia cadeirante, idosa, pessoa com Síndrome de Down e uma atleta paralímpica.